quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Veja Documentário proibido pela globo em 1993!

Muito Além do Cidadão Kane



http://www.archive.org/details/Roberto_marinho_alem_do_cidadao_kane

http://video.google.com/videoplay?docid=-1439668035631806019

Muito Além do Cidadão Kane: A história proibida da Globo.


Já que a Globo, através de uma ação judicial, proibiu a exibição, no Brasil, desse documentário produzido pela tv inglesa Channel Four em 1993, o Youtube, com a sua capacidade de desenterrar mortos e fazer surgir vídeos que não imaginamos de onde podem ter vindo, diponibiliza o vídeo Muito Além do Cidadão Kane (Beyond Citizen Kane) para quem quiser ver, dividido em 4 partes. Vale a pena assistir!
SINOPSE
Documentário de Simon Hartog foi produzido em 1993 pelo Channel 4 e que acabou sendo vetado no Brasil, O documentário discute o poder da Rede Globo. Resumo: era o ano de 1965, durante a ditadura militar. Foi firmado um acordo ilegal mas muito vantajoso com o grupo Time-Life que representou a encarnação do desejo militar de integração nacional. O misterioso e oportuno incêndio nos estúdios da TV Paulista da Globo, cujo seguro foi fundamental para a expansão da rede de TV. O cancelamento da concessão da TV Excelsior em 1970, única empresa de TV a se opôr ao golpe militar e principal concorrente da Globo. Já na década de 90, o surgimento do escândalo NEC/Brasil. A cobertura tendenciosa da TV Globo sobre o movimento das Diretas-Já. O auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições cariocas de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola e a edição tendenciosa do debate Collor/Lula em 1989.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sintomas da Gripe Suína!!!

Previna-se!!!

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira um documento em que explica com detalhes o que, quais os sintomas e como se previnir contra a gripe suína, doença que teria sido identificada pela primeira vez no México. Tire duas dúvidas:
O que é gripe suína?A gripe suína ou gripe porcina é uma doença respiratória altamente contagiosa e aguda que aflige os porcos, causada por um entre os diversos vírus suínos de Influenza Tipo A. A incidência tende a ser elevada e a mortalidade baixa (entre 1% e 4%).
Quais os sintomas da gripe suína? Em geral, os sintomas clínicos são semelhantes aos da gripe sazonal, mas as formas de apresentação clinicamente reportadas variam amplamente, de infecções assintomáticas à severa pneumonia que pode resultar em morte. Os mais comuns são febre alta, tosse e/ou dor de garganta.
A gripe suína tem cura? Sim. Remédios antivirais para gripe sazonal estão disponíveis em alguns países, e previnem e tratam a doença de maneira efetiva. Existem duas classes de medicamentos como esses: os adamantanes (amantadine e remantadine) e os inibidores da neuraminidase da gripe (oseltamivir e zanamivir).
Como as pessoas são infectadas por ela?As pessoas em geral contraem a gripe suína de porcos infectados; no entanto, alguns dos casos humanos não envolviam uma história de contato com porcos ou ambientes nos quais porcos pudessem ter estado presentes. Ocorreram alguns casos de transmissão direta entre seres humanos, mas eles estão limitados a ambientes de estreito contato e a grupos isolados de pessoas.
É seguro comer carne de porco e derivados?Sim. Não existem indicações de que a gripe suína seja transmissível a pessoas que consumam carne de porco devidamente manuseada e preparada, ou outros derivados de carne de porco. O vírus da gripe suína é morto pelas temperaturas normais de cozimento, da ordem de 70ºC, que correspondem à orientação normal quanto ao preparo de carnes, de porco ou outras.
Quantos casos de morte já foram registrados no mundo? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram 17 mortes em decorrência da doença em todo o mundo.
Quais os países atingidos? Segundo a OMS, há reporte de casos confirmados em 15 países: México, Áustria, Canadá, China - Hong Kong, Dinamarca, Estados Unidos, França, Alemanha, Israel, Holanda, Nova Zelândia, Coréia do Sul, Espanha, Suíça e Reino Unido.
Quais os cuidados que devo tomar se for viajar? Evite contato próximo com pessoas que pareçam doentes, com febre e tosse. Lave as mãos com água e sabão, frequente e cuidadosamente.
Quais os cuidados que devo ter se um parente ou amigo chegar de um desses países?
Se esta pessoa apresentar os sintomas, contacte seu médico ou serviço de saúde antes de ir ao local. Explique por que imagina que esta pessoa está com gripe suína. Siga as recomendações de tratamento que receber.
Como é o tratamento dos doentes? Não existem informações suficientes para fazer recomendações quanto ao uso de antivirais na prevenção e tratamento de infecções por gripe suína. Os clínicos precisam tomar decisões com base em avaliações clínicas e epidemiológicas, e no custo/benefício da profilaxia/tratamento do paciente. No que tange ao atual surto de infecção por gripe suína no México e Estados Unidos, as autoridades nacionais e locais estão recomendando o uso de oseltamivir ou zanamivir para tratamento e prevenção da doença, com base no perfil de suscetibilidade do vírus.
Qual foi a última vez que o mundo passou por uma pandemia como essa e o que aconteceu? Em 1968, a propagação de um vírus da gripe originado em Hong Kong provocou a morte de 1 milhão de pessoas, segundo as estimativas da Organização Mundial da Saúde.
O que devo fazer se apresentar sintomas? Se você não se sente bem e apresenta febre alta, tosse e/ou dor de garganta, fique em casa e afastado do trabalho, da escola ou de lugares movimentados, na medida do possível. Repouse e consuma muitos fluidos. Cubra a boca e o nariz com lenços descartáveis ao tossir ou espirrar, e jogue fora cuidadosamente os lenços de papel usados. Lave as mãos com água e sabão cuidadosa e frequentemente, especialmente depois de tossir ou espirrar. Informe sua família e amigos sobre a doença, e peça ajuda para tarefas caseiras que requerem contato com terceiros, por exemplo ir às compras.
Caso precise de assistência médica, contacte seu médico ou serviço de saúde antes de ir ao local, e informe-os sobre os sintomas. Explique por que imagina estar com gripe suína (por exemplo, por conta de uma viagem recente a um país no qual haja surto humano de gripe suína). Siga as recomendações de tratamento que receber. Se não puder contactar o serviço de saúde com antecedência, comunique sua suspeita de que está sofrendo de gripe suína assim que chegar ao local. Mantenha o nariz e a boca cobertos durante o percurso até lá.
Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME

Aulas Suspensas na Escola Farroupilha!!!

Nova gripe leva colégio de Porto Alegre a suspender aulas
O Colégio Farroupilha, um dos mais conceituados de Porto Alegre, decidiu suspender as aulas por uma semana como prevenção contra a gripe A (H1N1). A medida foi tomada após a confirmação de que um dos 2.150 alunos foi atingido pela doença. O aluno, que tem 13 anos e estuda na 8ª série, fez um programa de intercâmbio na Alemanha e retornou há cerca de uma semana da Europa, quando demonstrou sintomas da gripe A.— Suspendemos todas as aulas, a festa junina que estava planejada e até as competições esportivas. A ideia era que apenas a turma desse aluno tivesse as aulas interrompidas, mas prevenir é melhor que remediar. Vamos tentar evitar que o vírus se espalhe, estou certo que teremos a compreensão dos pais — explica o diretor do Farroupilha, Roberto Py. As aulas devem ser retomadas dia 29. O Farroupilha é o primeiro colégio em Porto Alegre a suspender atividades em função da gripe A. Um estabelecimento de ensino em Santa Maria tomou ontem a mesma decisão. Em São Paulo, três colégios pararam as atividades em função da gripe A desde a semana passada. O Colégio Palmares, localizado em Pinheiros (zona oeste), anunciou hoje que as férias marcadas para 30 de junho foram antecipadas e já amanhã nenhuma classe terá aulas. A decisão, segundo a escola, foi tomada após a mãe de um dos alunos da 8ª série ter informado que seu filho havia sido contaminado pela nova gripe em uma viagem para Buenos Aires, na Argentina. Todos os pais já foram informados. Ontem, o Colégio Magno, localizado no Jardim Marajoara (zona sul) anunciou a antecipação das férias após dois alunos apresentarem sintomas da gripe. Na sexta-feira, a escola Pueri Domus (zona sul) também já havia anunciado a antecipação do recesso escolar após dois alunos apresentarem sintomas da doença.Informações do ClicRBS.

Resenha – Por uma Outra Globalização !!!Milton santos

Resenha – Por uma Outra Globalização Por José Luís Fiori *

Fonte: http://sites.uol.com.br/globalization/Resenha_Fiori.htm
Por uma Outra Globalização - Do Pensamento Único à Consciência Universal Milton Santos Record (Tel. 0/xx/21/585-2047) 174 págs., R$ 20,00
Milton Santos reuniu e reescreveu conferências, artigos de jornal, aulas e entrevistas em um livro de reflexão e combate que, sem abdicar do rigor, inscreve-se no campo do pensamento crítico e da produção intelectual que chamamos de "publicística". Seu ponto de partida é uma releitura da origem técnica e política do fenômeno da globalização, como ideologia de um presente perverso e horizonte de um futuro que pode ser promissor. Seu ponto de chegada é a convicção de que "diante do que é o mundo atual, as condições materiais já estão dadas para que se imponha a desejada grande mutação, mas seu destino vai depender de como disponibilidades e possibilidades serão aproveitadas pela política. A globalização atual não é irreversível".
O livro apresenta duas faces: um diagnóstico das transformações contemporâneas, centrado na relação entre os espaços verticais e horizontais (dos opressores e oprimidos) e na dos territórios soberanos com o dinheiro global; e um prognóstico em que sustenta uma nova utopia global dos pobres e oprimidos.
A maioria dos analistas está de acordo, com pequenas variações, quanto às principais transformações que, neste último quarto de século, alteraram a face do capitalismo, tal como foi organizado depois do fim da Segunda Guerra sob a égide da competição entre os EUA e a União Soviética. As diferenças residem na forma como cada um interpreta o movimento geral, hierarquizando determinações e extraindo consequências propositivas. É aí que a posição de Milton Santos se individualiza.
A interpretação liberal
Os liberais, subscrevendo a interpretação hegemônica, privilegiam os aspectos econômicos desta segunda "grande transformação" do século 20. Para eles, trata-se de uma consequência necessária e inapelável das transformações tecnológicas que, somadas à expansão dos mercados, derrubaram as fronteiras territoriais e sucatearam os projetos econômicos nacionais, promovendo uma redução obrigatória da soberania dos Estados. A partir daí, a própria globalização econômica e a força dos mercados promoveriam uma homogeneização progressiva da riqueza e do desenvolvimento por meio do livre comércio e da completa liberdade de circulação dos capitais privados, o que acabaria conduzindo a humanidade na direção de um governo global, uma paz perpétua e uma "democracia cosmopolita".
O problema, como demonstra Milton Santos, é que esta utopia vem sendo insistentemente negada pelos fatos, já que as consequências sociais e econômicas do processo real de globalização são completamente distintas, dependendo do território e do poder dos Estados. A globalização não é uma imposição tecnológica nem tampouco apenas um fenômeno puramente econômico, que envolva somente novas formas de dominação, estratégias e imposição vitoriosa de determinados interesses, tanto no plano internacional quanto no espaço interno dos Estados nacionais. Como diz Milton Santos, a história "mostra não ser certo que haja um imperativo técnico. O imperativo é político. Desse modo, não há uma inelutabilidade face aos sistemas técnicos, nem muito menos um determinismo. Aliás, a técnica somente é um absoluto enquanto irrealizada".
Outro ponto decisivo que diferencia o diagnóstico de Milton Santos é a centralidade atribuída às transformações no campo monetário-financeiro, no qual se concentra, de nosso ponto de vista, o núcleo duro do que se nomeia por globalização. E também aqui a política teve um papel decisivo, sobretudo na alteração das regras, iniciada com a criação do euromercado de dólares, que culminou no fim do sistema de paridade cambial firmado em Bretton Woods.
Foram os primeiros passos do processo de "globalização do dinheiro", que avançou velozmente nos anos 80, associado de forma íntima e inseparável das políticas iniciadas pelos governos anglo-saxões e que depois se universalizaram por obra da "desregulação competitiva". Decisões políticas que recolocaram, de certa forma, o capitalismo deste final de século nos trilhos da "civilização liberal" do século 19.
Dinheiro global
Entretanto, essa aparente volta às origens liberais do sistema não deve ser confundida com um simples retorno. As atuais relações do governo norte-americano com o novo sistema monetário internacional são completamente diferentes das relações que a Inglaterra manteve com o sistema do padrão-ouro. O novo sistema permite aos EUA determinar a dinâmica de curto prazo da economia mundial, por meio do mero manejo de sua moeda -que não obedece a nenhum outro padrão de referência que não seja o poder político, econômico e financeiro norte-americano. É isso que diz Milton Santos quando afirma que "o dinheiro global autonomizado torna-se hoje o principal regedor do território, tanto o território nacional como suas frações (...). É aliás a partir deste caráter que o dinheiro global é também despótico".
Ainda no plano do diagnóstico, Milton Santos chama a atenção para outro aspecto da globalização, decisivo no caso de países, como o Brasil, que se incorporaram ao processo, fragilizados pelo endividamento e pelas desigualdades sociais. Nesses casos, "a vocação homogeneizadora do capital global é exercida sobre uma base formada por parcelas muito diferentes umas das outras e cujas diferenças e desigualdades são ampliadas sob tal ação unitária (...); é por este prisma que deve ser vista a questão da federação e da governabilidade da nação: na medida em que o governo da nação se solidariza com os desígnios das forças externas, levantam-se problemas cruciais para Estados e municípios".
Como se sabe, no caso brasileiro, a globalização trouxe consigo uma mudança radical da estratégia de desenvolvimento seguida desde os anos 1930. Uma mudança de rumo imposta pela renegociação da dívida externa brasileira, que nos anos 1990 obrigou o país a submeter-se às políticas de ajuste de corte neoliberal, desenhadas pelos credores, organismos internacionais e alguns governos centrais, em troca do retorno ao sistema financeiro internacional. É nesse contexto que cabe apreciar o argumento de Milton Santos e sua convicção de que o atual imobilismo do governo brasileiro deverá estender-se cada vez mais às outras instâncias federativas do poder estatal. Se esse fenômeno não for revertido, deverá aprofundar as desigualdades territoriais preexistentes e acirrar o conflito (a guerra fiscal) de todas contra todas as unidades da Federação, em nível estadual e municipal.
O dito "bom comportamento macroeconômico" da União pressiona as demais instâncias da Federação a adotarem um "mau comportamento", do ponto de vista da solidariedade nacional. Competindo pelos mesmos investimentos e dependentes dos mesmos detentores de decisão e mercados -na medida em que não dispõem mais, ou não querem fazer uso, de sua capacidade de iniciativa própria-, acabam transferindo para terceiros o ônus das responsabilidades ou funções básicas de qualquer Estado nacional, contribuindo para multiplicar os regionalismos.
E o que é pior, de um outro ponto de vista, mas na mesma linha de argumentação, é que essa estratégia de incorporação ao processo de globalização tem muito a ver com as dificuldades que os países latino-americanos vêm enfrentando para consolidar suas novas instituições democráticas. Por quanto tempo será possível manter coesa e democrática uma sociedade em que se multiplica geometricamente a riqueza financeira ao mesmo tempo em que se expandem o desemprego e a exclusão social, enquanto o Estado é submetido a periódicas sangrias fiscais que vão paralisando lentamente sua capacidade de responder aos novos desafios sociais criados pelo aumento da miséria?
Resistência crescente
A despeito de tudo, este quadro não retira o otimismo do grande geógrafo brasileiro. O caráter perverso e os efeitos destrutivos da globalização, segundo Milton Santos, irão gerando resistências crescentes dos "espaços banais" e horizontais em que se encontra a grande massa do povo, contra os espaços integrados, verticais e excludentes dos fluxos globalizados do dinheiro e da informação. É nestes espaços -onde se desenvolvem as cidades e as culturas populares- que, segundo ele, estão sendo tecidas as bases de uma nova utopia globalitária, que deverá ser cidadã e democrática: "Estamos convencidos de que a mudança histórica em perspectiva provirá de um movimento de baixo para cima, tendo como atores principais os países subdesenvolvidos e não os países ricos; os deserdados e os pobres e não os opulentos e outras classes obesas; o indivíduo liberado partícipe das novas massas e não o homem acorrentado; o pensamento livre e não o discurso único. Os pobres não se entregam e descobrem a cada dia formas inéditas de trabalho e de luta; a semente do entendimento já está plantada e o passo seguinte é o seu florescimento em atitudes de inconformidade e, talvez, rebeldia".
* José Luís Fiori é professor de economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e autor, entre outros livros, de "Os Moedeiros Falsos" (Vozes)

100 anos da morte Euclides Da Cunha

GENTE!!!Não estou vendo nenhuma maniisfestação,sobre isto,eu vejo sobre tudo,sobre a gripe isto..sobre a gripe aquilo...mas nada sobre o maior escritor,Genteee!!!Acordem!!Euclides da Cunha,Os sertões lembram???Citamos ele,na última aula!!!
Então começarei eu a colocar algumas informações,extraídas do Wikipédia!!!1866, 20 de janeiro - Nascimento no arraial de Santa Rita do Rio Negro (hoje "Euclidelândia"), município de Cantagalo, então província do Rio de Janeiro, onde vive até os três anos, quando falece sua mãe Eudóxia Moreira da Cunha.1879 - Completa os seus estudos primários (atual Ensino Fundamental) no Colégio Caldeira.1880 - Inicia o curso secundário (atual Ensino Médio). Freqüenta os Colégios Anglo-Americano, Vitório da Costa e Menezes Dória.1883 - Aos 18 anos de idade, é matriculado no Colégio Aquino, onde faz exames de Geografia, Francês, Retórica e História.1884 - Publica no Colégio Aquino os primeiros artigos no jornal O Democrata, fundado por ele e seus colegas.1885 - Ingressa na Escola Politécnica para cursar Engenharia, mas é obrigado a desistir por motivos financeiros.1886 - Em 20 de fevereiro, aos 21 anos de idade, assenta praça na Escola Militar da Praia Vermelha, sendo aluno de Benjamin Constant, conhecido positivista.1887 - Colabora na Revista da Família Acadêmica.1888 - O imperador tranca a sua matrícula na Escola Militar da Praia Vermelha por seu ato de protesto durante uma visita do Ministro da Guerra, conselheiro Tomás Coelho, do último gabinete conservador da monarquia. Euclides colabora, com a série "A Pátria e a Dinastia", no jornal A Província de São Paulo.1889 - Retorno à Escola Militar da Praia Vermelha, graças à proclamação da República e ao seu sogro, general Sólon Ribeiro.1891 - Conclui curso na Escola Superior de Guerra.1892 - É promovido a primeiro-tenente de Artilharia e designado para coadjuvante de ensino teórico na Escola Militar.1893 - Nasce Solon da Cunha, seu primeiro filho. Euclides dirige as obras de fortificações das trincheiras da Saúde durante a Revolta da Armada.1894 - Incidente do jornal O Tempo. Respondendo ao senador cearense João Cordeiro, que desejava penas severas aos adversários políticos, Euclides escreve duas cartas para a Gazeta de Notícias, em que defende o Estado democrático e a não violência. Por isso, passa a ser visto com desconfiança pelos legalistas.1895 - É "exilado" para Campanha, em Minas Gerais, onde constrói e inaugura a estrada de ferro.Viaja pelo interior de São Paulo como Superintendente de Obras Públicas do Estado, cargo exercido até 1903.Nasce Euclides Filho, seu segundo filho com "Saninha".1896 - Desliga-se do Exército para dedicar-se à engenharia civil. Podendo pedir a Floriano Peixoto um cargo em qualquer esfera do governo, pois tinha sido um fervoroso republicano, Euclides decide o que a lei designa para os recém-formados: estágio na Estrada de Ferro Central do Brasil.1897 - Euclides escreve dois artigos sob o título "A nossa Vendéia", comparando os canudenses aos revoltosos da Vendéia.Júlio de Mesquita, do jornal O Estado de S. Paulo, convida-o para acompanhar a campanha de Canudos como correspondente. Nomeado adido ao Estado-Maior do Ministério da Guerra, Euclides segue para Canudos. Cobre a última fase da campanha de Canudos. De 7 de agosto a 1 de outubro fica no sertão, como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo.1898-1901 - Muda-se para São José do Rio Pardo, onde trabalha na construção de uma ponte metálica sobre o Rio Pardo. Começa a escrever Os Sertões.1898 - Começa a publicar Os Sertões no artigo "Excerto de um livro inédito". Além disso, trabalha como engenheiro em São Paulo.1901 - Nasce em São José do Rio Pardo Manuel Afonso Albertina, o terceiro filho de Euclides. Manuel Afonso seria o único a deixar descendentes.1901 - Muda-se para São Carlos (interior de São Paulo), onde foi engenheiro da construção da Escola Paulino Carlos.1902 - Publica a obra Os Sertões pela Laemmert & Cia., considerada como precursora da Sociologia e da literatura modernista no Brasil, juntamente com Canaã, de Graça Aranha.1903 - Euclides muda-se para Lorena, onde continua trabalhando como engenheiro.1903 - É eleito para a Academia Brasileira de Letras na vaga de Valentim Magalhães. Euclides pede demissão da Superintendência de Obras Públicas de São Paulo.1903 - Posse no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro1905 - Euclides é nomeado chefe de seção da Comissão de Saneamento de Santos. Percorre Santos e Guarujá. Pede demissão do cargo.Realiza viagem heróica pelo rio Purus, na Amazônia, chefiando missão oficial do Ministério das Relações Exteriores que decidiria sobre o litígio de fronteira entre o Brasil e o Peru. Percorre cerca de 6.400 quilômetros de navegação, alguns trechos inclusive a pé.1906 - Euclides volta ao Rio de Janeiro como adido ao gabinete do Barão do Rio Branco e publica o Relatório da Comissão Mista Brasileiro-Peruana de Reconhecimento do Alto Purus.Nasce Mauro, o quarto filho de Euclides, que vem a falecer uma semana depois.1907 - Publica Contrastes e confrontos, artigos e breves ensaios reunidos por um editor português, e Peru versus Bolívia. Profere a conferência "Castro Alves e seu tempo" no Centro Acadêmico XI de Agosto (São Paulo).1909 - Presta exame para a cátedra de Lógica no Colégio Pedro II. Contudo, não chega a dar muitas aulas.1909, 15 de agosto - Tenta matar um jovem tenente, Dilermando de Assis, amante de sua esposa, mas ele reage em legítima defesa e Euclides da Cunha é morto a tiros, no bairro da Piedade, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Palestra Redes Sociais realizada na ULBRA POA

No último dia 13/11, Silvio Belbute realizou palestra "Redes Sociais - A Sociedade Rede", na ULBRA Porto Alegre, para platéia formada por estudantes e professores, durante a Semana Acadêmica de Ciências Sociais e Serviço Social.
O conteúdo da palestra pode ser baixado neste link: http://www.4shared.com/file/71436140/61bc48f1/RedesSociais_ASociedadeRede_13112008.html

Escolas matam a criatividade? Ken Robinson acha que sim

Vídeo Parte I

Vídeo Parte II

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

TERRORISMO NO BRASIL

CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IPA

CURSO DE HISTÓRIA

PRÁTICA PEDAGÓGICA III

PROFESSOR: ELIEZER PACHECO

ALUNO: EVANDRO BARCELLOS GUIMARÃES

TERRORISMO NO BRASIL

O termo Terrorismo significa “uso de violência, física ou psicológica, por indivíduos, ou grupos políticos, contra a ordem estabelecida. Entende-se, no entanto, que uma dada ordem pública também possa ser terrorista na medida em que faça uso dos mesmos meios, a violência, para atingir seus fins.

Nos últimos anos, o terrorismo ganhou significados variados e polivalentes. O grande fluxo de informações e/ou imagens geradas por esse tipo de comportamento tem tido grande influência na construção desses significados.

Conforme definição do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, terrorismo é um tipo muito específico de violência, apesar do termo ser usado para definir outros tipos de violência considerados inaceitáveis. Ações terroristas típicas incluem assassinatos, seqüestros, explosões de bombas, matanças indiscriminadas, raptos, linchamentos.

Atos terroristas clássicos incluem os ataques de 11 de Setembro de 2001 quando foram destruídas as torres gêmeas em Nova Iorque, assim como ataques a bomba na Irlanda do Norte e Oklahoma.

O terrorismo atual tem crescido entre os alienados devido ao impacto psicológico que ele pode ter no público, graças à extensa cobertura que a imprensa pode dar. Terrorismo é freqüentemente o último recurso dos desesperados, e pode ser usado por grandes ou pequenas organizações. Historicamente, grupos lançam mão do terrorismo quando eles acreditam que os métodos mais pacíficos, como protestos, sensibilização do público, ou declaração de estado de guerra não trazem esperança de sucesso.

Acomunidade internacional reagiu com admirável convergência em suas manifestações de apoio ao povo e ao governo dos Estados Unidos, condenação ao ataque e disposição de agir coletivamente para combater o terrorismo.

Vivemos as repercussões de um acontecimento global.

A globalização, a dramática mudança na incidência do espaço e do tempo em nossas vidas, não eliminou, porém, o dado essencial da geografia.

As Américas têm uma identidade que é múltipla, e nos faz diferentes uns dos outros, mas que é também única, nos aproxima em várias dimensões e nos distingue no contexto mundial.

Embora de forma perversa e doentia, os autores dos ataques terroristas parecem haver compreendido o sentido das transformações que o progresso tecnológico trouxe ao cotidiano da humanidade.

Mais e mais, as relações sociais, econômicas, políticas e culturais se processam por meio de redes que se cruzam nos mais diversos planos.

Há redes visíveis, e redes invisíveis. Redes para o bem, e redes para o mal. Redes criminosas que se valem de canais legítimos e legais. Redes de terroristas cujos atos se destinam a atrair a atenção das redes da mídia global e assim magnificar seu impacto.

Cidadãos de muitos, ou de todos os nossos países sofrem com as ações dessas redes: crime organizado, tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro, violência urbana, assassinatos, terrorismo.

Enfrentarmos os problemas sociais que, em muitos casos, geram ambientes favoráveis ao surgimento e operação dessas redes: pobreza, desigualdade, degradação urbana, desesperança, debilidade dos serviços públicos e carência de recursos tanto para políticas sociais, como para o enfrentamento das ameaças à segurança pública.

E é essencialmente de solidariedade que estamos falando aqui. Solidariedade é um atributo intrínseco do povo brasileiro, dos povos americanos; uma qualidade que se mede nos tempos difíceis, em situações-limite.

Neste momento, é preciso combater essas redes de ódio e corrupção com novas redes de solidariedade.

O governo brasileiro se diz solidário ao povo norte Americano em relação aos atos ocorridos em 11 de setembro de 2001, mesmo assim alguns economistas vêem os impostos brasileiros como atos terroristas. O planeta está estarrecido diante do caos instaurado, por conta dos inaceitáveis e abomináveis ataques terroristas que, a que tudo indica, arrastarão no seu bojo, o mundo todo à bancarrota. O fluxo de capital estrangeiro, do qual depende muito o Brasil, certamente será afugentado por enquanto, pois as empresas americanas estarão segurando o dinheiro. A desaceleração da economia global foi inevitável e visível.

Pensamento Único

A UNIFICAÇÃO DO PENSAMENTO

Nos dias atuais, muitos escritores, pensadores e cientistas de humanas, vem analisando o fenômeno do “Pensamento Único”, estaremos aqui retratando a visão sobre este tema baseados na Obra de Milton Almeida dos Santos, Por uma outra Globalização do Pensamento Único a Consciência Universal.

Milton Santos, afirma que a capitulação dos intelectuais é um fenômeno internacional já antigo e que se agravou com a globalização. Isso de alguma maneira perdura com a democracia de mercado de hoje.

As classes médias são confortáveis de um modo geral. O conforto, como a memória, é inimigo da descoberta. No caso do Brasil isso é mais grave, porque esse conforto veio com a difusão do consumo. O consumo é ele próprio um emoliente, Ele amolece. Os pobres, sobretudo os pobres urbanos, não têm o emprego, mas têm o trabalho, que é o resultado de uma descoberta cotidiana. Esse trabalho raramente é bem pago, enquanto o mundo dos objetos se amplia.

No Pensamento Único a classe média, os prestadores de serviço, ao sentir falta de um produto, faz com que as pessoas se tornem competitivas entre si, e quando percebem que tal desejo é inatingível se conformam o que conseguiram atingir.

A Globalização incita a competição e ao consumo. Muitos profissionais estão perdendo seu espaço no mercado trabalho, devido a tecnologia e falta de qualificação. As ONG’s tem um papel de requalificar estes profissionais e reinserir-los no mercado. Contudo muitos direitos adquiridos como trabalhadores vão ser posto de lado neste novo formado de relação com a prestação do serviço, dentro destes profissionais encontra-se os educadores.

No livro Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal, Milton Santos observa a globalização sob três óticas: como fábula, perversidade e possibilidade para o futuro. A fábula é propagada por Estados e empresas, que colocam a globalização como fato inevitável. A imposição desse "pensamento único" naturaliza o caráter perverso do fenômeno e constitui o que Milton chamava "violência da informação". A perversidade da globalização se revela na medida em que seus benefícios não atingem sequer um quarto da população mundial, ao custo da pauperização de continentes inteiros. Vista como possibilidade para o futuro, ela passaria a empregar as técnicas de forma mais solidária, de modo a derrubar o globalitarismo -- termo cunhado por Milton que agrega ao conceito de globalização a noção de totalitarismo.

Segundo Milton Santos, a globalização como fábula trata dos discursos oficiais (de Estados e empresas), que nos fazem crer que a globalização é inevitável, um fato econômico e social estabelecido, uma força externa imutável à qual não adianta resistir e à qual nos teríamos de subordinar. É uma verdadeira fábula, que nos querem fazer crer, para silenciar a oposição e acabar com a resistência. Ao tratar da globalização como perversidade, Milton Santos retrata os fatos que acompanham esse estágio último da formação do capitalismo financeiro, gerador da concentração de renda, da pauperização das massas urbanas e de continentes inteiros, mostrando como a globalização perversa ‘‘inclui’’ em seus benefícios menos de um quarto da população mundial. Por isso mesmo, é necessário resistir a ela, reverter o processo que permite a tirania do dinheiro e da hiper-informação, combatendo-se o despotismo dos sistemas fechados da economia e política. Ao mesmo tempo em que detecta as perversões da globalização em curso, Milton Santos detecta a transição em marcha na cultura popular, nas novas formas de conscientização, sugere a dissolução das ideologias, promovendo as utopias.

O livro traz muito a questão dos efeitos da globalização e retrata com muita clareza a preocupação da historiografia da humanidade e no Brasil e a necessidade de se humanizar há atual política econômica globalizante.

Podemos assim, percebermos a analise de um grande intelectual sobre o “Pensamento Único”, baseados na obra de Milton Santos.

Apesar de profunda a sua analise, podemos dar uma outra abordagem, a globalização poderia ser inevitavel se os Estados assim o quisessem, o imperialista do capital é que faz o Estados Federativos se estituiram em detrimnto do capital externo e invenstido menos no interno.

A baixa produção cientifica de alguns paises também contribui para tal desenvolviemto social. A invasão de valores introduzidos pela midia visual e digital, passa a impressão de estarmos num caminho sem volta o da alienação e perda da identidade nacional.

A globalização traz muitos benefícios que poderam se tornarem prejuizo daqui há um determinado tempo.


REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA

CORREIO BRAZILIENSE.1º CADERNO Opinião. Disponível em: http://www2.correioweb.com.br/cw/2001-08-05/mat_48677.htm,acessado em:13 de m,arço de 2006.

Prof. Milton Santos: Pensamento de Combate. Disponível em: http://www.iis.com.br/~rbsoares/geo6.htm,acesso em: 13 demarçode2006.

SANTOS, Milton. Por uma outra Globalização do Pensamento Único a Consciência Universal. Editora. Record 4ª Ed., 2000.São Paulo



Boa Leitura!
Evandro Guimarães

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

LE GOFF, Jacques. HISTÓRIA E MEMÓRIA

CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IPA
CURSO DE HISTÓRIA
TEORIA E PRÁTICA DE MUSEU – 6º SEMESTRE
Profª.: Thais Gomes
Alunos: Cláudio Bandeira, Evandro Guimarães e Luiz Cláudio

FICHAMENTO


LE GOFF, Jacques. HISTÓRIA E MEMÓRIA.

Pg 20. Paul Veyne, finalmente tira uma dupla lição do fundamento do conceito de historicidade. A historicidade permite a inclusão, no campo da ciência histórica, de novos objetos da história: o non-événe- mentiel; trata-se de acontecimentos ainda não reconhecidos como tais - história rural, das mentalidades, da loucura, ou da procura de segurança através das épocas. Chamaremos non-événementiel a historicidade de que não temos consciência enquanto tal (1971, p. 31). Por outro lado, a historicidade exclui a idealização da história, a existência da História com H maiúsculo: "Tudo é histórico, logo a história não existe".
Temos porém de viver e pensar com este duplo ou triplo sentido de "história”. Lutar contra as confusões grosseiras é mistificadoras entre os diferentes significados, não confundir ciência histórica e filosofia da história. Partilho a desconfiança da maior parte dos historiadores de ofício perante essa filosofia da história "tenaz e insidiosa” (Le febvre, 1945-1946), cuja tendência, nas suas diversas formas, é levar a explicação histórica à descoberta ou à aplicação de uma causa única e original, substituir o estudo pelas técnicas científicas de evolução das sociedades, sendo essa evolução concebida como abstração baseada no apriorismo ou num conhecimento muito sumário dos trabalhos científicos.

Pg 21. Penso, pois, que a brilhante demonstração de Paul Veyne ultra- passa um pouco a realidade. Ele pensa que não se trata de um gênero morto, ou que apenas sobreviva nos epígonos de tom um tanto popular", ou que seja um "falso gênero". De fato, "a menos que seja uma filosofia revelada, uma filosofia da história será um duplo da ,explicação concreta dos fatos e remeterá para


Pg 23. [...] A ciência histórica conheceu, desde há meio século, um avanço prodigioso: renovação, enriquecimentodas4écpicas e dos métodos, dos horizontes e dos domínios. Mas, mantendo com as sociedades globais relações mais intensas que nunca, a história profissional e científica vive uma crise profunda. O saber da história é tanto mais confuso quanto mais seu poder aumenta. Paradoxos e ambigüidades da história

A história é uma ciência do passado OU "só há história contemporânea ?

Marc Bloch não gostava da definição "a história é a ciência do passado" e considerava absurda "a própria idéia de que o passado, enquanto tal, possa ser objeto da ciência" (1941-l942.,pp. 32-33). Ele propunha que se definisse a história como "a ciência dos homens tio tempo" (ibidem). Pretendia com isso sublinhar três caracteres da história. O primeiro é o caráter humano. Embora a investigação histórica englobe hoje alguns domínios da natureza (cf. Le Roy Ladurie, 1967), admite-se geralmente que a história é a história humana, e Paul Veyne sublinhou que uma "enorme diferença” separa a história humana da história natural: "O homem delibera, a natureza não; a história humana tornar-se-ia sem sentido se negligenciássemos o fato de os homens terem objetivos, fins, intenções" (1968, p. 424).


Pg 24. A idéia da história dominada pelo presente baseia-se numa célebre frase de Benedetto Croce em La storia come pensiero e comeazione, que sugere que "toda a história" é "história contemporânea. Croce entende por isso que, "por mais afastados no tempo que pareçam os acontecimentos de que trata, na realidade, a história liga-se às necessidades e às situações presentes nas quais esses acontecimentos têm ressonância (1938, p. 5). De fato, Croce pensa que, a partir do momento em que os acontecimentos históricos podem ser repensados constantemente, deixam de estar "no tempo"; a história é o "conhecimento do eterno presente" (Gardiner, 1952). Esta forma extrema de idealismo é a negação da história. Como E. H. Carr notou, Croce


Pg 25. [...] questões ao passado. Perigosa, porque se o passado tem, apesar de tudo, uma existência na sua relação com o presente, é inútil acreditar num passado independente daquele que o historiador constrói.[...] O passado é uma construção e uma reinterpretação constante e tem um futuro que é parte integrante e significativa da história. [...] Novas leituras de documentos, frutos de um presente que nascerá no futuro, devem também assegurar ao passado uma sobrevivência - ou melhor, uma vida, que deixa de ser "definitivamente passado". A relação essencial presente-passado devemos, pois, acrescentar o horizonte do futuro. Ainda aqui os sentidos são múltiplos. As teologias da história subordinaram-na a um objetivo definido como o seu fim, o seu cumprimento e a sua revelação. Isto é verdadeiro na história cristã, absorvida pela escatologia; mas também o é no materialismo histórico (em sua versão ideológica), que se baseia numa ciência do passado, um desejo de futuro não dependente apenas da fusão de uma análise científica da história passada e de uma prática revolucionária, esclarecida por essa análise. Uma das tarefas da ciência histórica consiste em introduzir, por outras vias que não a ideológica e respeitando a imprevisiqilidade do futuro, o horizonte do futuro na sua reflexão (Erdmann, 1964; Schulin, 1973).


Pg 26. Os historiadores do contemporâneo, do tempo presente, ignoram-no. A história contemporânea difere, assim (há outras razões para esta diferença), da história das épocas anteriores.
Esta dependência da história do passado em relação ao presente deve levar o historiador a tomar certas precauções. Ela é inevitável e legítima, na medida em que o passado não deixa de viver e de se tornar presente.
Esta interação entre passado e presente é aquilo a que se chamou função social do passado ou da história. Também Lucien Febvre (1949): "A história recolhe sistematicamente, classificando e agrupando os fatos passados, em função das suas necessidades atuais. É em função da vida que ela interroga a morte. Organizar o passado em função do presente: assim se poderia definir a função social da história (1949, p. 438). E Eric Hobsbawm interrogou-se sobre a "função social do passado" (1972; ver também o artigo "Passado/presente", neste volume).


Pg 27. XVII, porque exaltava a recordação da monarquia francesa, sob a Monarquia de Julho, porque os historiadores liberais e burgueses (Guizot, Augustin Thierry) viam nela uma aliança benéfica entre a realeza e o povo, e entre 1871 e 1914, "como uma primeira vitória dos franceses sobre os alemães"! Depois de 1945, Bouvines cai no desprezo da história- batalha.
Nicole Loraux e Pierre Vidal-Naquet mostraram como, na França de 1750 a 1850, de Montesquieu a Victor Duruy, monta-se uma imagem "burguesa' da Atenas antiga, cujas principais características teriam sido o "respeito pela propriedade, respeito pela vida privada, expansão do comércio, do trabalho e da indústria' e na qual se reencontram as mesmas hesitações da burguesia do século XIX: "República ou Império? Império autoritário? Império .liberal? Atenas assume simultaneamente todas estas figurações" (Loraux e Vidal-Naquet, 1979, pp. 207-8, 222). Entretanto, Zvi Yavetz, interrogando-se sobre as razões pelas quais Roma teria sido o modelo histórico da Alemanha no início do século XIX, respondia:

Porque o conflito entre senhores e camponeses prussianos arbitrado depois de Jena (18O6) pela intervenção reformista do Estado, sob o controle de estadistas prussianos, fornecia um modelo que se julgava reencontrar na história de Roma antiga: Niebuhr, autor da Ró'mische Geschichte, aparecida em 1811-12, era íntimo colaborador do ministro prussiano Stein (1976, pp.289-90).

Pg 27. Na historiografia escrita apareceu, em 1840, uma viragem:. Até então, os historiadores, católicos ou protestantes, só nutriam desprezo por esta revolta de camponeses. Mas, com a Histoire des pasteurs du désertde Napoléon Peyrat (1843), Les prophetes protestants deAmi Bost (1842) e, depois, com a Histoire de France de Michelet (1833- 1867), desenvolveu-se a lenda dourada dos camisards, à qual se opõe uma lenda católica. Esta oposição alimenta-se explicitamente com as paixões políticas da segunda metade do século XIX, levando ao confronto entre partidários do movimento e defensores da ordem, estes erigindo os camisards em antepassados de todas as revoltas do século


Pg 29. Saber e poder: objetividade e manipulação do passado

Segundo Heidegger, a história seria não só a projeção que o homem faz do presente no passado, mas a projeção da parte mais imaginária do seu presente, a projeção no passado do futuro que ele es- colheu, uma história-ficção, uma história-desejo às avessas. Paul Veyne tem razão ao condenar este ponto de vista e dizer que Heidegger "mais não faz do que erigir em filosofia antiintelectualista, a historiografia nacionalista do século passado".
Em primeiro lugar, porque há pelo menos duas histórias, e voltarei a este ponto: a da memória coletiva e a dos historiadores. A primeira é essencialmente mítica, deformada, anacrônica, mas constitui o vivido desta relação nunca acabada entre o presente e o passado. E desejável que a informação histórica, fornecida pelos historiadores de ofício, vulgarizada pela escola (ou pelo menos deveria sê-lo) e pela classe media, corrija esta história tradicional falseada. A história deve esclarecer a memória e ajudá-la a retificar os seus erros. Mas estará o historiador imunizado contra uma doença, se não do passado, pelo menos do presente e, talvez, uma imagem inconsciente de um futuro sonhado?
Deve estabelecer-se uma primeira distinção entre objetividade e imparcialidade:

A imparcialidade é deliberada, a objetividade inconsciente. O historiador não tem o direito de prosseguir Uma demonstração, de defender uma causa, seja ela qual for, a despeito dos testemunhos. Deve estabelecer e evidenciar a verdade 01.1 o que julga ser a verdade. Mas é-lhe impossível ser objetivo, abstrair das suas concepções de homem, nomeadamente quando se trata de avaliara importância dos fatos e as suas relações causais (Génicot, 1980, P.. 112).


Pg 32. Sobre a construção do fato -histórico, encontraremos esclarecimentos em todos os tratados de metodologia histórica (por exemplo, Salmon, 1976, pp. 46-48; Carr, 1961, pp. 1-24; Topolski, 1973, par te V). Citarei apenas Lucien Febvre na sua célebre sessão inaugural no College de France, a 13 de dezembro de 1933: "Dado? Não, criado pelo historiador, e quantas vezes? Inventado e fabricado, com a ajuda de hipóteses e conjecturas, por um trabalho delicado e apaixonante [...] Elaborar um fato é construí-lo.
Ranke acreditava piamente que a divina Providência cuidaria do sentido da História, se ele próprio cuidasse dos fatos [...] A concepção liberal da história do século XIX tinha uma estrita afinidade com a dou- trina econômica do laissez-faire [...] Estava-se na idade da inocência e os historiadores passeavam-se no Jardim do Éden [...] nus e sem vergonha, perante o deus da história. Depois, conhecemos o Pecado e fizemos a experiência da queda e os historiadores que hoje pretendem dispensar uma filosofia da história (tomada aqui no sentido de uma reflexão crítica sobre a prática histórica) tentam simplesmente e em vão, como os membros de uma colônia de nudistas, recriar o Jardim do Éden, no seu jardim de arrabalde (1961, pp. 13-14).
Se a imparcialidade só exige do historiador honestidade, a objetividade supõe mais. Se a memória faz parte do jogo do poder, se autoriza manipulações conscientes ou inconscientes, se obedece aos interesses individuais ou coletivos, a história, como todas as ciências, tem como norma a verdade. Os abusos da história são apenas um fato do historiador, quando este se torna um partidário, um político ou um- lacaio do poder político (Schieder, .1978; Faber, 1978). Quando Paul Valéry declara: “A história é o produto mais perigoso que a química do intelecto elaborou [...] A história justifica o que se quiser.


Pg 34. O singular e o universal: generalizações e singularidades da história

A contradição mais flagrante da história é sem dúvida o fato do seu objeto ser singular, um acontecimento, uma série de acontecimentos, de personagens que só existem uma vez, enquanto o seu objetivo, como o de todas as ciências, é atingir o universal, o geral, o regular.
Já Aristóteles tinha afastado a história do mundo das ciências, precisamente porque ela se ocupa do particular, que não é um objeto da ciência - cada fato histórico só aconteceu e só acontecerá uma vez. Esta singularidade constitui, para muitos, produtores ou consumidores de história, a sua principal atração: “Amar o que nunca se verá duas vezes".
A explicação histórica deve tratar dos objetos "únicos" (Gardiner, 1952, li, 3). As conseqüências deste reconhecimento da singularidade do fato histórico podem ser reduzidas a três, que tiveram um el1brme papel na história da história.
A primeira é a primazia do acontecimento. Se pensamos que, de fato, o trabalho histórico consiste em estabelecer acontecimentos, basta aplicar aos documentos um método que deles os faça sair. Assim, Dibble (1963) distinguiu quatro tipos de inferências, que levam dos documentos aos acontecimentos, em função da natureza dos documentos que possam existir: testemunhos individuais (testimony), fontes coletivas (social bookkeeping), indicadores diretos (direct indicators), correlatos (correlates). Este método excelente só tem o defeito de definir um objetivo contestável. Em primeiro lugar, confunde acontecimento e fato histórico, e sabemos hoje que o fim da história não é estabelece!, estes dados falsamente "reais" batizados de acontecimentos ou fatos históricos.
A segunda conseqüência da limitação da história ao singular consiste em privilegiar o papel dos indivíduos e, em especial, dos grandes homens. Edward H. Carr mostrou como, na tradição ocidental, esta tendência remonta aos gregos, que atribuíram as suas mais antigas epopéias e as suas primeiras leis a indivíduos hipotéticos (Homero, Licurgo e Sólón), renovou-se no Renascimento com a voga de Plutarco; Carr reencontra o que chama jocosamente "a teoria da história do 'mau rei João' (Sem Terra)" (The bad kingtohn theory of history) na obra de Isaiah Berlin, Historical inevitability (1954) (Carr, 196.1).. Esta concepção, que desapareceu praticamente da história científica, infelizmente continua a ser espalhada por vulgarizadores e pela media, a começar pelos editores. Não confundo esta explicação vulgar da história feita por indivíduos com o gênero biográfico que apesar dos erros e mediocridades - é um gênero maior da:" história e produziu obras-primas historiográficas como o Frederico 11 (Kaiser Friedrich der Zweite), de Ernest Kantorowicz (1927-1931). Carr tem razão em lembrar o que Hegel dizia dos grandes homens: "Os indivíduos históricos são os que cumpriram e quiseram., não um objeto imaginado e presumido, mas uma realidade justa e necessária e que a cumpriram porque tiveram a revelação interior do que pertence realmente ao tempo e às necessidades" (Hegel, 1805-1831).
De fato, como Michel de Certeau bem disse (1975), a especialidade da história é o particular, mas o particular, como demonstrou Elton (1967), é diferente do individual, e o particular especifica, quer a atenção, quer a investigação histórica, não enquanto objeto pensa- do, mas, ao contrário, como limite do pensável.
A terceira conseqüência abusiva que se extraiu do papel do particular em história consiste em reduzi-la a uma narração, a um conto. Augustin Thierry, como nos recorda Roland Barthes, foi um dos defensores - aparentemente dos mais ingênuos desta crença nas virtudes do conto histórico:

Disse-se que o objeto da história era contar, não provar; não o sei, mas estou certo de que, em história? o melhor gênero de prova, o mais capaz de tocar e convencer os espíritos, o que inspira menor desconfiança e deixa menos dúvidas, é a narração completa [...] (1840, ed. 1851, 11, p. 227). '

Mas o que significa "completa"? Passemos por cima do fato de um conto - histórico ou não - ser uma construção e, sob a aparência honesta e objetiva, proceder a toda uma série de escolhas não explícitas. Toda a concepção da história que a identifica com o conto afigura-se- me, hoje, inaceitável.


Pg 35. Segue-se a caracterização dos oito autores escolhidos da seguinte maneira: Michelet é o realismo histórico, entendido como romance; Ranke, o realismo histórico, como comédia; Tocqueville, o realismo histórico, como tragédia; Burckhardt, o realismo histórico, como sátira; Hegel, a poética da história e da vida para além da ironia; Marx, a defesa filosófica da história em termos metonímicos; Nietzsche, a defesa poética da história em termos metafísicos; e Croce, a defesa filosófica da história em termos irônicos.
As sete conclusões gerais sobre a consciência histórica no século XIX, propostas por Hayden White, podem resumir-se em três idéias:

1) não existe diferença fundamental entre história e filosofia dá história;
2) a escolha das estratégias de explicação histórica é mais de ordem moral ou estética do que epistemológica;
3) a reivindicação duma cientificidade da história não passa do disfarce de uma preferência por esta ou aquela modalidade de conceitualização histórica.

E, por fim, a conclusão mais geral - mesmo para além da concepção de história no século. XIX - é que a obra do historiador é uma forma de atividade simultaneamente poética, científica e filosófica.
Seria demasiado fácil ironizar - sobretudo a partir do esquelético resumo que dei de um livro recheado de sugestivas análises detalhadas - sobre esta concepção de "meta-história”, os seus a priori e os seus simplismos.
Vejo aqui duas possibilidades interessantes de reflexão. A primeira é a que contribui para esclarecer. a crise do historicismo no fim do século XIX, da qual falarei mais adiante. A segunda é que ele permite pôr - com base num exemplo histórico - o problema das relações entre a história como ciência, como arte e como filosofia.


Pg 41. [...] Os conceitos do historiador são, com efeito, não vagos, mas por vezes metafóricos, precisamente porque devem remeter ao mesmo tempo para o concreto e para o abstrato, sendo a história e é como as outras ciências humanas ou sociais - uma ciência não tanto do complexo, como se prefere dizer, mas do especifico; como o diz, com razão, Paul Veyne.
A história, como todas as ciências, deve generalizar e explicar. Faz isso de modo original. Como diz Gordon Leff, tal como muitos outros, o método de explicação em história é essencialmente dedutivo.
"Não haveria história nem discurso conceitual sem generalização [...] A compreensão histórica não difere pelos processos mentais que são inerentes a qualquer raciocínio humano, mas pelo seu estatuto que é mais o de um saber dedutivo que demonstrável" (1969,pp. 79e80). A significação em história tanto se faz tornando inteligível um conjunto de dados inicialmente separados como através da lógica interna de cada elemento: "A significação em história é essencialmente contextual" (op. cit., p. 57).
Finalmente, em história as explicações são mais avaliações do que demonstrações, mas incluem opinião do historiador em termos ..racionais, inerentes ao processo intelectual de explicação:
Os teóricos da história esforçaram-se, ao longo dos séculos, por introduzir grandes princípios suscetíveÍs de fornecer chaves gerais da evolução histórica. As duas principais noções avançadas foram, por um lado, a do sentido da históriâe, por outro, a das leis da história.
A noção de um sentido da história pode decompor-se em três tipos de explicação: a crença em grandes movimentos cíclicos, a idéia de um fim da história consistindo na perfeição deste muedo, a teoria de um fim da história situado fora dela (Beglar, 1975).
Pg 42. Podemos considerar que as concepções astecas ou, de certo modo, as de Arnold Toynbee, integram,-se na primeira opinião, o marxismo na segunda e o cristianismo na terceira.
No interior do cristianismo estabelece-se uma grande clivagem entre os que, com santo Agostinho e a ortodoxia católica, baseados na idéia das duas cidades, a terrestre e a celeste, exposta na De Civitate Dei) sublinham a ambivalência do tempo da história, presente tanto no caos aparente da história humana (Roma não é eterna e não é o fim da história) como no fluxo escatológico da história divina, e os que, com os milenaristas e Joaquim da Fiore, procuram conciliar a segunda e a terceira concepções do sentido da história. A história acabaria uma primeira vez com o aparecimento de uma terceira idade, reino dos santos na terra, antes de acabar com a ressurreição da carne e o Juízo Final. É esta, no século XIII, a opinião de Joaquim da Fiore e de seus discípulos, que não só .nos faz sair da teoria. da história como também da filosofia da história, para nos fazer entrar na teologia da história. No século XX, a renovação religiosa gerou em alguns pensadores uma recuperação da teologia da história. O russo Berdjaev (1923) profetizou que as contradições da história contemporânea dariam lugar a uma nova criação conjunta do homem e de Deus. O protestantismo do século XX viu defrontarem-se diversas correntes escatológicas: a da "escatologia conseqüente" de Schweizer, a da "escatologia desmitificada' de Baltmann, a da "escatologia realizada' de Dodd, a da "escatologia antecipada de Cullmann, entre outras. Retomando a análise de santo Agostinho, o historiador católico Henri-Irénée Marrou (1968) desenvolveu a idéia da ambigüidade do tempo da história:

o tempo da história está carregado de uma ambigüidad4de uma ambivalência radical: ele é certamente, mas não só, como o imaginava uma doutrina superficial, um "fator de progresso"; a história tem também uma.face sinistra e sombria: este acontecimento, que se cumpre miste- riosamente, traça um caminho através do sofrimento, da morte e da degradação (1968).


Pg 43. De outra parte, já escrevi sobre a concepção cíclica e a idéia de decadência (ver o artigo "Decadência", neste volume) e exporei mais adiante uma amostragem desta concepção, a filosofia da história de Spengler.
Sobre a idéia do fim da história consistindo na perfeição deste mundo, a lei mais coerente exposta foi a de progresso (ver artigo "Progresso/Reação", neste volume). Neste artigo, mostrei o nasci- mento, triunfo e crítica da noção de progresso; apenas exporei aqui algumas observações sobre o progresso tecnológico(cf Gallie, 1963.., pp. 191-93).
Gordon Childe, depois de ter afirmado que o trabalho do historiador consistia em encontrar uma ordem no processo da história humana (1953, p. 5) e defendido que não havia leis em história, mas uma "seqüência de ordem", tomou como exemplo desta ordem a tecnologia. Para ele, há um progresso tecnológico "desde a Pré-História à Idade do Carvão", que consiste numa seqüência ordenada de acontecimentos históricos. Mas Gordon Childe lembra que, em cada fase, o progresso técnico é um "produto social" e, se procurarmos analisá-lo desse ponto de vista, apercebemo-nos que o que parecia linear é irregular (erratic) e, para explicar estas "irregularidades e estas flutuações", temos de nos voltar para as instituições sociais, econômicas, políticas, jurídicas, tçológicas, mágicas, os costumes e as crenças - que agiram como estímulos ou como freios -, em resumo, para toda a história na sua complexidade. Mas será legítimo isolar o do- mínio da tecnologia e considerar que o resto da história não age sobre ele senão do exterior? Não seria a tecnologia uma componente de um conjunto mais vasto cujas partes só existem pela decomposição mais ou menos arbitrária feita pelo historiador?
Este problema foi posto de uma maneira notável por Bertrand Gille (1978, pp. viii e segs.), que passa a noção de que sistema técnico seja um conjunto coerente de estruturas compatíveis umas com as outras. Os sistemas técnicos históricos revelam uma ordem técnica. Este "modo de abordar o fenômeno técnico" obriga a um diálogo com os especialistas dos outros sistemas: o economista, o lingüista, o sociólogo, o político" o jurista, o sábio, o filósofo [...]


Pg 45. Marx escreveu numa carta: A história universal teria um caráter muito místico se excluísse o acaso. Este acaso, bem entendido, faz parte do processo geral de desenvolvi- mento e é compensado por outras formas de acaso. Mas a aceleração ou o atraso do processo dependem desses "acidentes", incluindo o caráter "fortuito" dos indivíduos que estão à frente do movimento na sua fase inicial (apud Carr, 1961, p. 95).

Pg 46. Esboçada assim a questão das regularidades e da racionalidade em história, resta-me evocar os problemas da unidade e da diversidade, da continuidade e da descontinuidade em história. Como estes problemas estão no âmago da crise atual da história, voltarei a eles no final deste ensaio. Limitar-me-ei a dizer que, se o objetivo da verdadeira história foi sempre o de ser uma história global ou total- integral, perfeita, como diziam os grandes historiadores do fim do século XVI -, a história, à medida que se constitui como corpo de disciplina cientifica e escolar, deve encarnar,se em categorias que pragmaticamente a fracionam. Estas categorias dependem da própria evolução histórica: a primeira parte do século XX viu nascer a história econômica e social; a segunda, a história das mentalidades. Por isso, a aspiração dos historiadores à totalidade histórica pode e deve adquirir formas diferentes que, também elas, evoluem com o tempo. O historiador é por vezes mais ou menos imposto pelo estado da documentação , dado que cada tipo de fonte exige um tratamento diferente, no interior de uma problemática de conjunto. Ao estudar o nascimento do Purgatório dos séculos III e XIV no Ocidente, reportei-me a textos teológicos e histórias de visões, seja para exempla, uso litúrgico ou práticas de devoção; e teria recorrido à iconografia, se o Purgatório não tivesse estado tanto tempo ausente dela. Analisei algumas vezes pensamentos individuais; outras, mentalidades coletivas, ou ainda a mentalidade dos poderosos e das massas.


Pg 47. Mas tive sempre presente que, sem determinismo nem fatalidade, com lentidões, perdas, desvios, a crença no Purgatório tinha-se encarnado no seio de um sistema e que este sistema só tinha sentido devido a seu funcionamento numa sociedade global (cf. Le Goff, 1981).
No que se refere à continuidade e à descontinuidade, já falei do conceito de revolução. Gostaria de acabar a primeira parte deste ensaio insistindo no fato de que o historiador deve respeitar o tempo que, sob diversas formas, é a condição da história e que deve fazer corresponder seus quadros de explicação cronológica à duração do vivido. Datar é e será sempre uma das tarefas fundamentais do historiador, mas deve fazer-se acompanhar de outra manipulação necessária da duração - a periodização -, para que a datação se torne historicamente pensável.
Gordon Leff recordou com veemência: A periodização é indispensável a qualquer forma de compreensão histórica' (1969, p. 130), acrescentando com pertinência: "A periodização, como a própria história, é um processo empírico, delineado pelo historiador" (op. cit., p. 150). Acrescentarei apenas que não há história imóvel e que a história também não é a pura mudança, mas o estudo das mudanças significativas. A periodização é o principal instrumento de inteligibilidade das mudanças significativas.

A mentalidade histórica: os homens e o passado


Pg 48. Adoto, neste ensaio, a expressão "cultura histórica', usada por Bernard Guenée (1980). Sob este termo, Guenée reúne a bagagem profissional do historiador, sua biblioteca de obras históricas, o público e a audiência dos historiadores. Acrescento-lhes a relação que uma sociedade, na sua psicologia coletiva, mantém com o passado. Minha concepção não está muito afastada daquilo a que os anglo-saxônicos chamam historical mindedness. Conheço os riscos desta reflexão: considerar unidade uma realidade complexa e estruturada em classes ou, pelo menos, em categorias sociais distintas por seus interesses e cultura, ou supor um "espírito do tempo" (Zeitgeist), isto é, um inconsciente coletivo, o que são abstrações perigosas. No entanto, os inquéritos e os questionários usados nas sociedades "desenvolvidas" de hoje mostram que é possível abordar os sentimentos da opinião pública de um país a respeito de seu passado, assim como sobre outros fenômenos e problemas (cf. Lecuir, 1981).
Como estes inquéritos são impossíveis no que se refere ao passado, esforçar-me-ei por caracterizar - sem dissimular o aspecto arbitrário e simplificador deste procedimento - a atitude dominante de algumas sociedades históricas perante seu passado e sua história. Considerarei os historiadores os principais intérpretes da opinião coletiva, procurando distinguir suas idéias pessoais da mentalidade coletiva. Sei bem que ainda continuo a confundir passado com história na memória coletiva. Devo, pois, dar algumas explicações suplementares que tornam mais precisas as minhas idéias sobre a história,
A história da história não se deve preocupar apenas com a produção histórica profissional, mas com todo um conjunto de fenômenos que constituem a cultura histórica, ou melhor, a mentalidade histórica de uma época. Um estudo dos manuais escolares de história é um aspecto privilegiado, [...]



Pg 52. [...] Sabemos também que a história se faz em geral da mesma maneira nos três grandes grupos de países existentes hoje no mundo: o mundo ocidental, o mundo comunista e o Terceiro Mundo. As relações entre a produção histórica destes três conjuntos dependem das relações de força e das estratégias políticas internacionais, mas também se desenvolve um diálogo entre especialistas, entre profissionais, numa perspectiva científica comum. Este quadro profissional hão é puramente científico, ou melhor, exige um código moral semelhante ao de todos os cientistas e homens de ofício; exige aquilo que Georges Duby chama de "uma ética", (Duby e Lardreau, 1980., pp. 15-16)., que eu chamaria, mais "objetivamente", de uma ideontologia. Não insisto deste ponto, mas considero-o essencial; constato que, apesar de alguns desvios, esta deontologia.
A cultura (ou mentalidade) histórica não depende apenas das relações memória-história, presente-passado. A história é a ciência do tempo. Está estritamente ligada às diferentes concepções de tempo que existem numa sociedade e é um elemento essencial da aparelhagem mental de seus historiadores. Voltarei à concepção de um contraste existente na Antigüidade, quer nas sociedades que no próprio pensamento dos historiadores, entre uma concepção circular e uma concepção linear do tempo.


Pg 54. A tese a-histórica sobre a India foi brilhantemente defendida por J Dumont (1962), que recorda que Hegel e Marx deram à história da Índia um destino à parte, colocando-a praticamente fora da história. Hegel, ao fazer das castas "hindus" o fundamento de uma "diferenciação inabalável"; Marx, ao considerar que, em contraste com o desenvolvimento ocidental, a Índia conhece uma "estagnação", a estagnação de uma economia "natural" - por oposição à economia mercantil- à qual se sobrepunha um "despotismo" (1962, p. 49)

[...]
A mentalidade histórica romana não foi muito diferente da grega, que aliás a formou. Políbio, o mestre grego que iniciou os romanos no pensamento da história, vê, no imperialismo romano a dilatação do espírito da cidade, e, perante os bárbaros, os historiadores romanos, exaltarão a civilização encarnada em Roma, que Salústio exalta perante o africano que aprendeu em Roma os meios de combatê-Ia; a Tito Uvio ilustra perante os selvagens,da Itália e os cartagineses reduzires romanos à escravatura, tinham tentado os persas em relação aos gregos, que César encarna contra, gauleses, que Tácito abandonar no seu despeito anti-imperial para admirar estes bons selvagens bretões e germanos, que ele vê com os traços dos antigos, romanos virtuosos, anteriores a decadência, sobre qual Políbio teriorizou com base na semelhança entre as sociedades humanas e os indivíduos. As instituições desenvolvem -se declinam e morrem, tal como os indivíduos, pois como eles, estão submetidas às leis da natureza, e a própria grandeza romana morrerá - teoria que Montesquieu relembrará. A lição da história, para os antigos resume-se a uma negação da história. O que ela lega de positivo são os exemplos dos antepassados, heróis e grandes homens.

[....]
O cristianismo foi visto como uma ruptura, uma revolução na mentalidade histórica. Dando à história três ponto fixos – a Criação, início absoluto da História; a encarnação, início da história cristã e da história da salvação; e o Juízo Final, fim da história - o cristianismo teria substituído as concepções antigas de um tempo: circular pela noção de um tempo linear e teria orientado a história,dando-Ihe um sentido. Sensível às datas., procura datar a Criação, os principais pontos de referência do Antigo Testamento e, com a maior precisão possível, o nascimento e morte de Jesus -religião histórica, apoiada na história, o cristianismo teria imprimido à história do Ocidente um impulso decisivo. Guy Lardreaue Georges Duby, ainda recentemente, insistiram na ligação entre o cristianismo e o desenvolvimento da história no Ocidente.
O cristianismo favoreceu uma certa propensão para raciocinar em termos históricos, característica dos hábitos do pensamento ocidental, mas o estreitar de relações entre o cristianismo e a história, parece-me, deve ser esclarecido. Em primeiro lugar, estudos recentes mostraram que não devíamos reduzir a mentalidade antiga -;- nomeadamente agrega -à idéia de um tempo circular (Momigliano,1966b; Vidal- Naquet, 1;960).


Pg 65. Por seu lado, o cristianismo não pode ser reduzido à idéia de um tempo Linear: um tipo de tempo circular, o tempo Litúrgico, desempenha nele um papel de primeiro plano. Sua supremacia, durante muito tempo, levou o cristianismo a datar apenas os dias e os meses, sem mencionar o ano, de maneira a integrar os acontecimentos no calendário litúrgico. Por outro lado, o tempo teológico e escatológico não conduz necessariamente a uma valorização da história [...]

Podemos considerar que a salvação tanto realizará fora da história, ou da recusa da história, como através da história e pela história. Ambas as tendências existiram e existem ainda no cristianismo (cf. O artigo "Escatologia", neste volume). Se o Ocidente prestou especial atenção à história, desenvolvendo especialmente a mentalidade histórica e atribuindo um lugar importante à função da evolução social e política. Muito cedo, alguns grupos sociais e políticos e os ideológicos dos sistemas políticos tiveram em se pensar historicamente e em impor quadros de pensamento históricos. Como;se viu, este interesse apareceu primeiro no Oriente Médio e no Egito, nos hebreus e depois nos gregos. É apenas devido ao fato de ser desde há muito a ideologia dominante do Ocidente que o cristianismo forneceu-lhe algumas formas de pensamento histórico. Quanto às outras civilizações, se elas parecem dar menos importância ao espírito histórico, isso se deve ao fato de, por um lado, reservarmos o nome de história às concepções ocidentais e não reconhecemos como tais outras maneiras de pensar a história e, por outro lado, porque as condições sociais e políticas que favoreceram o desenvolvimento da história no Ocidente nem sempre, se produziram em outros lados.
Para concluir, o cristianismo trouxe importantes elementos à mentalidade histórica, mostra fora da concepção agostiniana da história (cf. Adiante pg. 78-80), que teve grande influência na Idade Média e mais tarde. Alguns historiadores cristãos orientais dos séculos IV e V tiveram, assim grande influência sobre a mentalidade histórica, não só indiretamente, no Ocidente. É o caso de Eusébio de Cesária, de Sócrates, o Escolástico, de Sozomeno, de Teodoreto de Ciro. Acreditavam no Livre-arbítrio (Eusébio e Sócrates eram, mesmo, seguidores de Orígenes) e pensavam que o destino cego, o factum, não tinha uma função histórica, ao contrário do que pensavam os historiadores romanos.


Pg 68 [...] "A auto-historiografia veneziana medieval conheceu, no entanto, muitas vicissitudes reveladoras. Em primeiro lugar, mais que a unidade e a segurança finalmente conquistadas, há um contraste flagrante entre a historiografia antiga que se reflete as divisões e as lutas internas da cidade. “ A historiografia [...] refletirá uma realidade em movimento, as lutas e as conquistas parciais que assinalam, uma ou mais forças que nela agem; e não a serenidade satisfatória de quem contempla um processo concluído” (Cracco, 1970, pg. 45-46).
[...] O renascimento é a grande época da mentalidade histórica. É assinalado pela idéia de uma história nova, global, a história perfeita, e por progresso importantes de métodos e de crítica histórica. Das suas relações ambíguas coma Antigüidade (ao mesmo tempo, modelo paralisante e pretexto inspirador), a história humanista e renascentista assume uma atitude de dupla e contraditória perante a história. Por um lado, o sentimento das diferenças e do passado, da relatividade das civilizações, mas também da procura do homem, de um humanismo e de uma ética em que a história, paradoxalmente, se torna magistra vitae, negando-se a si própria, fornecendo exemplos e lições atemporalmente válidos. (cf. Landfester, 1972). Ninguém melhor que Montaigne (1580-1592) manifestou este aspecto ambíguo de história:

Os historiadores são os que mais me agradam, são agradáveis e naturais; [...] o homem em geral, que eu procuro conhecer através deles, parece mais vivo e mais inteiro que em qualquer outro lugar, a diversidade e verdade das suas condições internas em todas as circunstâncias, a variedade dos seus modos de ligação e dos acidentes que o ameaçam (pJ?117-19).


[...] Resta dizer que – apesar de uma história nova, independente erudita – a história do renascimento esta estritamente dependente dos interesses sociais e políticos dominantes, nesse caso do Estado. Dos Séculos XII ao XIV, o protagonista da produção historiográfica tinha sido, no meio senhorial e monárquico, o protegido dos grandes [...]
[...] no meio urbano, o historiador é um membro da alta burguesia no poder, como Leonardo Bruni, chanceler de Florença, de 1427 a 1444, ou são altos funcionários do Estado, entre os quais os dois mais celebres exemplos foram, em Florença, Maquiavel, da chancelaria florentina [...]
É na França que podemos seguir melhor a tentativa de domesticação da história pela monarquia, nomeando no século XVII, em que os defensores da ortodoxia católica e os partidos absolutismo real condenaram libertia (libertina) a critica histórica dos historiadores do século XVI e do reinado de Henrique IV. Esta tentativa manifestou-se no ataque a historiógrafos oficiais, desde o século XVI até a Revolução.


Pg 69. Gostaria de evocar as repercussões, no século XVI e no início do século XVII, de um dos mais importantes fenômenos desta época a descoberta do “Novo Mundo”. O resultado da conquista parece para os índios,a perda de sua identidade, a morte dos deuses e do Inca, a destruição dos ídolos e costumes dos índios, isto é, um traumatismo coletivo.

Pg 70. Quando falamos de uma lógica ou de uma racionalidade pretendemos definir leis matemáticas, necessárias e válidas para todas as sociedades, como se a história obedecesse a um determinismo natural[...] , cuja a reconstituição se torna indispensável para a compreensão do acontecimento.

Pg 71. resta dizer que – apesar de uma história nova, independente e erudita – a história do renascimento está restritamente dependente dos interesses sociais e políticos dominantes, neste caso do estado. Nos séculos XII e XIV, o protagonismo historiográfico estava ligado ao meio senhoril e monárquico.

Para além disto, o historiador, no meio urbano, é um membro da alta burguesia no poder, como Leonardo Bruni, chanceler de Florença.

Pg 72. É na França que podemos seguir melhor a tentativa de domesticação da história pela monarquia.

O espírito das luzes, um pouco do Renascimento, terá uma atitude ambígua perante a história. É certo que a história filosófica traz para o desenvolvimento da história “um considerado aumento da curiosidade. Mas o racionalismo dos filósofos trava o desenvolvimento do sentido histórico”.

A história é uma arma contra o “fanatismo” e as épocas em que reinou, como a idade Média, não merecem mais o desprezo e o e aquecimento: “Só devemos conhecer a história desse tempo, para a desprezar”.

Paradoxalmente, a Revolução Francesa, no seu tempo, não estimulou a reflexão histórica.


As filosofias da história

Pg 77. [...] Os estudos das filosofias da história não faz parte de uma reflexão sobre a história, como impõem a todos o estudo de historiografia.


[...] distinguirei dois casos de teóricos que foram ao mesmo tempo, historiadores e filósofos da história que, sem atingir um alto nível em nenhuma das disciplinas, suscitaram reações significativas no século XX: Spengler e Toynbee.

Pg 80. Enquanto que a história ocidental medieval prosseguia lenta e humildemente as tarefas do ofício de historiador.

Pg 85. A história dos filósofos das luzes que se esforçaram por torná-la racional, aberta às idéias de civilização e de progresso, não substituiu a concepção de história exemplar e a história ficou de fora da grande revolução científica dos séculos XVII e XVII, início do século XIX, universitários que não precisam se procurar com o publico para quem a história a história era uma ciência ética [...]

Pg 89. De fato, o historicismo marcou todas as escolas de pensamento do século XIX, conseguindo finalmente triunfar, devido à teoria de Darwin sobre o evolucionismo em The Origgin of species (1859).


Pg 95. Pode integrar-se o materialismo histórico no historicismo, se tomarmos no seu sentido mais lato vermos mais adiante a crítica de Althusser a esta concepção. [...] os principais textos de Marx relativos à história estão na Ideologia alemã [Marx e Engels] que “apreendem o materialismo histórico na sua gênese e nas suas modalidades”.
Pg. 103. Michael Foucault ocupa um ligar excepcional na história por três razões, primeiro por ser um dos maiores historiadores novos. Em seguida por fazer o diagnostico mais perspicaz sobre esta renovação de história, e finalmente, Foucalt propõem uma filosofia original da história, estritamente ligada à prática e a metodologia da disciplina histórica. Ele faz uma analise baseada em quatro pontos:

- Questionar os documentos: a história tradicional tende a supervaloriza-los;

- A falta de descontinuidade que traz o papel quanto tem grande valor histórico;

- o tema e a possibilidade de construção de uma história global e;

- Novos métodos: escolha de critérios, as regras de analise, etc...


A história como ciência: ofício de um historiador

Pg.O fato de a história precisar de técnicas e, métodos e de ser ensinada a torna uma ciência. A. es de mais nada deve decidir sobre aquilo que vai considerar como documento e que irá ser esquecido.

A grande extensão de documentação historiográfica é um fenômeno da contemporaneidade faz entrarmos dentro da arqueologia.
Lê Goff, faz uma reflexão histórica que se aplica até hoje da ausência de documentos, aos silêncios da história.
A história tornou-se científica ao questionar os documentos chamamos fontes.
Os historiadores do século XVII ao XIX aperfeiçoaram uma crítica de documentos que hoje esta adquirida, continua e necessária.



A história hoje

Sobre a história contemporânea gostaria de apresentar um esboço da sua renovação enquanto prática científica e por outro lado, evocar o seu papel na sociedade.

Uma das mais antigas manifestações foi o desenvolvimento da história da economia e social, devemos também mencionar aqui o papel da ciência histórica alemã e do grande historiador belga Henri Pirenne.
Na medida e que a sociologia e antropologia se desenvolveram desempenham um papel importante na mutação da história do século XX.
Com o marxismo, surgiu Max Weber, único pensamento coerente da história do século XX.

Pg 141. O grande problema da história global, geral , a tendência secular de uma história que não seja só universal e sintética, que vai do cristianismo antigo ao historicismo alemão, mas que seja integral ou perfeita.


Pg. 142. Ultrapassando o problema de uma nova política põe-se o do lugar a dar ao acontecimento na história, tomando-o no seu duplo sentido.


Pg 143. Eric Hobsbawn respondeu –lhe que os métodos, as orientações e os produtos da historia “nova” não eram, de modo algum, renúncias às grandes questões nem um abandono da investigação das causas [....]


A reivindicação dos historiadores não obstante a diversidade das suas concepções e práticas e ao mesmo tempo, imensa e modesta.


Pg 146. o paradoxo surge do contraste entre o sucesso que a história tem na sociedade e a crise do mundo dos historiadores.

A crise do mundo dos historiadores nasce do limites e das incertezas da nova história, do desencanto dos homens face às durezas da história vivida.

A história histotizante pede pouco. Muito pouco (FEVRE).